Protocolos de enfermagem para febre, hiperglicemia e disfagia podem reduzir dependência em pacientes com acidente vascular cerebral agudo.
Rastreamento com oximetria de pulso pode detectar malformações cardíacas em recém-nascidos.
Ventilação não invasiva reduz mortalidade e necessidade de intubação em idosos com insuficiência respiratória aguda hipercápnica.
Questão clínica
Quando deveriam ser utilizados os exames de imagem em pacientes com dor lombar?
Resumo
O raio X e as imagens por ressonância magnética para os pacientes que têm dor lombar estão associados a maiores custos, pior saúde e maior risco para a realização de cirurgias. Não há suporte para a realização rotineira de exames de imagem nesses pacientes e as indicações são poucas ( fatores de risco importantes para câncer, sinais de síndrome da cauda equina e déficits neurológicos graves). As recomendações para um raio X após o teste terapêutico incluem fatores de risco leves para câncer, sinais de espondilite anquilosante em pacientes jovens ou fatores de risco para fratura vertebral em idosos. A ressonância magnética deveria ser reservada para os pacientes com radiculopatias ou sintomas de estenose do canal espinhal que não respondem à terapia. Utilizar esses exames para simplesmente aumentar o poder de convencimento do médico não reduz a ansiedade dos pacientes.
Nível de evidência:
1a
Referência
Chou R, Qaseem A, Owens DK, Shekelle P; Clinical Guidelines Committee of the American College of Physicians. Diagnostic imaging for low back pain: advice for high-value health care from the American College of Physicians. Ann Intern Med 2011;154(3):181-189
Desenho de estudo:
Diretriz de prática
Apoio financeiro:
Fundação
Casuística:
Variada (diretriz)
Discussão
Essas diretrizes são baseadas em uma revisão sistemática com metanálise de pesquisas que investigam a utilidade dos vários exames de imagem em pacientes que têm dor lombar. Com base na meta análise de seis estudos, o uso de raio X, ressonância magnética ou tomografia computadorizada em pacientes sem causas de base não teve nenhum efeito sobre dor, função, qualidade de vida ou melhora referida e, contrariamente ao senso comum, não aliviou as ansiedades dos pacientes acerca da dor lombar. Esses estudos foram realizados em pacientes com e sem radiculopatias. Vários estudos demonstraram que os pacientes que tiveram realização de imagens de rotina têm mais dor e um status geral de saúde pior. Isso não significa que as imagens não detectam anormalidades: foram encontradas hérnias e protrusões de discos e estenoses do canal freqüentemente em pacientes assintomáticos assim como naqueles que tinham dor, sendo que 90% dos indivíduos assintomático com mais de 60 anos tinham degeneração ou protrusão discal. Os achados anormais podem levar a cirurgias que não são efetivas pelo fato de as anormalidades serem uma simples coincidência e não a causa das dores. As diretrizes sugerem raios-x simples juntamente com a velocidade de hemossedimentação (VHS) para os pacientes com fatores de risco importantes para câncer e a ressonância magnética para os pacientes que têm risco de infecção (dor lombar associada a febre ou uso de drogas endovenosas), sinais de síndrome da cauda equina ou déficits neurológicos graves - tais como paresia progressiva ou déficits motores em múltiplos níveis neurológicos.
Malhação que não pesa no bolso
Locais oferecem atividades para quem quer se exercitar. E o melhor: de graça!
A vitamina que barra a anemia
Basta falar de anemia que já se pensa em carência de ferro.