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Ventilação não invasiva reduz mortalidade e necessidade de intubação em idosos com insuficiência respiratória aguda hipercápnica.

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  • Ventilação não invasiva reduz mortalidade e necessidade de intubação em idosos

 


Ventilação não invasiva reduz mortalidade e necessidade de intubação em idosos com insuficiência respiratória aguda hipercápnica

Já se sabe que a ventilação não invasiva reduz a necessidade de intubação em comparação com os cuidados-padrão em adultos com exacerbação aguda de uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ((Lancet 2000 Jun 3;355(9219):1931, Chin Med J (Engl) 2005 Dec 20;118(24):2034). Também existem evidências de que a ventilação não invasiva pode reduzir a mortalidade nesses pacientes (Crit Care Med 2002 Mar;30(3):555). Alternativas à intubação também são especialmente necessárias para pacientes idosos que podem ter o desejo expresso de não serem intubados. Um novo ensaio clínico randomizado avaliou os efeitos da ventilação não invasiva na mortalidade e na necessidade de intubação em pacientes idosos com insuficiência respiratória hipercápnica (80% por exacerbação de DPOC). Oitenta e dois pacientes (idade média de 81 anos) foram aleatoriamente distribuídos para receberem ventilação não invasiva ou as terapias clínicas padrão. Os critérios de inclusão foram, entre outros, pH menor que 7,35, frequência respiratória maior que 20 inspirações por minuto e dispnéia grave. A necessidade de intubação foi definida como presença de um fator principal ou dois fatores menores após 1 hora da randomização. Os fatores principais incluíram a ausência de melhora ou piora do pH, a deterioração do status neurológico, a perda de consciência e a instabilidade hemodinâmica com torpor. Os fatores menores incluíram persistência da dispnéia, a frequência respiratória maior que 35 movimentos por minuto e reflexo de tosse fraco com acúmulo de secreção.

A ventilação não invasiva reduziu de maneira significativa a necessidade de intubação (7,3% versus 63,4%; p menor que 0,0001; NNT = 2), a mortalidade durante a internação (2,4% versus 14,6%; P = 0,04; NNT = 9) e a mortalidade total após doze meses (39% vs 61%; P = 0,014; NNT = 5) (evidência nível 1 = provavelmente confiável). A melhora média na pontuação de dispnéia após 1 hora foi de um ponto no grupo que recebeu ventilação versus 0,4 pontos no grupo de cuidados-padrão (em uma escala de zero a dez; P = 0,05).

Análises adicionais desses dados sugerem que a ventilação não invasiva pode reduzir a mortalidade quando comparada à intubação em pacientes que têm critérios para serem intubados. Apenas seis pacientes que tinham os critérios (2 do grupo da ventilação e 4 do grupo de cuidados-padrão) foram efetivamente intubados. Devido aos desejos de não intubação registrados pelos pacientes, um total de 22 pacientes (21 do grupo de cuidados-padrão) que se encaixaram nos critérios de intubação teve a ventilação não invasiva apenas como uma terapia de resgate. Em análises observacionais com base no tratamento recebido, a maior mortalidade após doze meses foi no grupo que foi intubado (83%). A mortalidade foi de 56% nos pacientes que receberam apenas os cuidados-padrão e de 43% nos pacientes que receberam a ventilação mecânica (P < 0,05 quando comparadas a ventilação não invasiva e a intubação) (evidência de nível 2 - nível médio) (Age Ageing 2011 Jul;40(4):444).



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